domingo, agosto 24

Parvos, e muito

As recentes campanhas da Media Markt e da Staples Office Center fizeram-me repensar seriamente os princípios do marketing publicitário.
Imaginem a seguinte situação: o nosso plasma full HD de 42” avaria dois meses após o termos comprado. Transtornados e com o aparelho às costas, entramos na Staples/Media Markt para desfazer o molho de brócolos. Eis que nos surge um técnico com óculos à nerd e gravata mal amanhada, gritando num tom de voz irritante: “Eu é que não sou parvo!” ou “Steples! Stoples! Stuples!”. Evidentemente que se abre caminho à violência gratuita, materializada no espancamento ininterrupto do crânio do indivíduo com uma coluna de ventilação, acto que só termina quando as meninges deste estão perfeitamente disseminadas no chão do estabelecimento.
Eu sou mais pela tradição. Sinto uma inconsolável avidez consumista sempre que vejo uma modelo de leste a promover um spray para os plásticos do carro, um champô para cabelos oleosos ou um colchão insuflável para acomodar visitas, ainda que neste último caso um tigre de Bengala resulte igualmente bem.